E agora José?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O que só posso dizer hoje sobre o estouro da bolha de 2000.

Sempre pensei muito a respeito sobre o poder da experiência pessoal e de como lidamos com as coisas a partir desse ponto, meio como uma terapia. Faço essa intrudução para situar o assunto desse post: o reflexo que ser parte da construção dos negócios da internet teve em minha vida, e de tantas outras pessoas que conheci e convivi de uma forma tão profunda.

Fui uma das pessoas que estava presente nos primórdios do Submarino.com (antes trabalhei, só para citar, no Virtua quando o serviço não era nem de perto o que temos hoje) e vivenciei a construção de um mercado de internet em uma fase pessoal na qual você 'floresce' profissionalmente. Lembro da quebra dos paradigmas formais de trabalho, bem como o envolvimento que tínhamos, próximo de um sentimento de paixão por construir algo novo, pioneiro, de ser parte importante e participante de uma revolução.

Mesmo após o estouro da bolha o nosso envolvimento não diminuiu. Acredito que o contrário aconteceu: aumentou uma vez que tínhamos que fazer mais e inovar mais para continuar de pé. A pressão interna era imensa: era necessário se mostrar viável a todo momento. Essa pressão me parece, em termos de percepção pessoal, muito maior o vivenciado individualmente com relação à atual crise mundial.

Me recordo quando atingimos o lucro operacional: isso representava que aquilo que você ajudou a construir iria sobreviver. Como você pode perceber nessa leitura, éramos apaixonados pelo que fazíamos e o sentimento de sobrevivência parecia como uma missão cumprida, a exemplo de um soldado que lutou na guerra vencida contra muitas adversidades.

A partir desse ponto, houve um sentimento de alívio, e consequentemente de vazio, já que os desafios se tornaram 'menores': a luta não era pela sobrevivência, mas por se tornar mais lucrativo - algo normal de qualquer empresa. Deixei o Submarino algum tempo depois, e embora não tenha dito abertamente até hoje, várias pessoas perceberam o quão deprimido estava na época. Tudo isso por que o trabalho não exercia mais o efeito apaixonante em mim, desafiador. Já não me sentia mais uma peça importante, nem o futuro próximo parecia trazer algo que me instigasse. Na época achei que era o único a pensar dessa forma.

Interessante foi ouvir uma amiga daquela época relatar há alguns dias a falta da paixão existente nos trabalhos que ela fez desde que deixou o mercado ponto-com (o que aconteceu pouco depois da minha saída), como uma quebra de motivação, a falta de um tempeiro, uma química. Ela relatava o mesmo sentimento que tive na maior parte dos projetos que fiz depois de sair do Submarino: você saber o quão capaz você é em detrimento à percepção de que o importante para as empresas não é fazer acontecer, é apenas lidar com seu planejamento, com pouco grau de inovação.

Hoje, vejo em diversas pessoas daquela época um potencial enorme que fora e é desperdiçado. Pessoalmente, sei que essa experiência me acrescentou muito, mas também me fez ficar perdido por muito tempo, profissionalmente falando. Entendo, em uma auto-crítica, que até hoje sinto as consequências de não encontrar um ambiente tão inovador para trabalhar, e os impactos que isso tem na minha motivação. Abertamente falando, sinto falta de ambientes criativos como os que presenciei, e sei que não vou encontrar no mercado atual. Fazendo uma analogia com a República de Platão, é estar fora da caverna e conhecer uma verdade tão distinta, que ao retornar à caverna, não sabemos mais como conseguiremos permanecer nela.

domingo, 26 de julho de 2009

Fixação de Marca

Incrível como esse vídeo consegue fixar a marca. Você acredita que ela fabrica sopas?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Hey


Hey - Music Video from Eatliz on Vimeo.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Assento vibratório

Essa é das notícias, no mínimo, inusitadas. Que tal um assento vibratório para estimular aquele momento tão necessário para cada um, mas que ninguém gosta de falar que faz?

Veja mais no Gizmodo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Camisinha a jato

Tenho certeza que faria sucesso por aqui...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Comercial da Toshiba

Algo de muito bacana

sábado, 20 de setembro de 2008

Sixpence None The Richer - My Dear Machine

Música Nova do Sixpence None The Richer!